sábado, 11 de fevereiro de 2017

foto.poeisa

 


Buena à Vista

o mar em calmaria
algas nos meus pés
descalços
e eu no encalço da bênção
que ela jurou pra me guardar

Artur Gomes

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

sábado, 4 de fevereiro de 2017

o que existe por trás da poesia

o que existe por trás da poesia

língua de sal
lambendo a pele
do amor à flor da pele



Diador-in
avessa em mim
branquinha como a neve
me leve
para dentro da tua casa
a poesia é o infinito da pessoa
te empresto minhas asas
pare de caminhar e voa

Artur Gomes
foto.poesia




segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Suor & Cio


Galope

teus órgãos tem o dom
de devorar entranhas
mexendo nervos músculos
em mim, cavalo não domado
quando em tuas pradarias
esporas por querer
nossa carne nos lençóis
do mais líquido prazer

Ser/Teu

aqui me tens,
nesse segundo orgasmo:
mata-me de prazer
que ainda é tempo.

tira depois
todo excesso de saliva
que me vem à boca
após cumprido ato
no instante exato de ser  teu:
               morro
aqui, e agora
e se preciso sempre
mas o pensamento é testemunha
ontem era uma outra
quem me possuiu.

Confissão

se em ti estou
é para alimentar o que não sou
e o que sou
não é represa.

é veia pública sob patas
posta de sangue na mesa
nada mais me é surpresa.
cansei de ser correto
deixei de ser decente
eu quero mesmo é o paladar
da tua língua
entres os meus dentes

Artur Gomes
no livro: Suor & Cio



domingo, 25 de dezembro de 2016

Poema de Natal



jura secreta 14
Poema de Natal

eu te desejo flores
lírios brancos girassóis
rosas vermelha tudo quanto pétala
asas estrelas alecrim
bem-me-que e alfazema

eu te desejo emblema
deste poema desvairado
com teu cheiro teu sabor
teu suor tua doçura

e na mais santa loucura
declararte amor até os ossos

eu te desejo e posso
palavrArte até a morte
enquanto a vida nos procura

Artur Gomes

sábado, 24 de dezembro de 2016

Suor & Cio


luz do sol
molhada de mel
ponta de língua
espuma de sal
enquanto entra
no vale da púbis
quando vinga
o sol sensual
no seu estio

com a luz de cristal
gozando a fio
saliva meus dentes
enquanto beija
a boca entre/aberta
quando deixa
vagina em meus dedos
feito gueixa

poesia

I
chegas a mim
como uma égua assanhada
não quer saber do meu carinho
só quer saber de ser trepada

II
eu te penetro
em nome do pai
do filho
do espírito santo
amém

não te prometo
em nome  de ninguém.

Terra

amada de muitos sonhos
e pouco sexo
deposito a minha boca
 no teu cio
e uma semente fértil
nos teus seios como um rio

Artur Gomes
Suor & Cio

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

poétikas



a luz me vem em feixe
quando em pleno ar
avisto um peixe

aqui
os ponteiros
mordem os músculos
do relógio
com seus profanos dentes
onde não tem amanhã
nem ontem
                          só presente




quando beijei teus montes claros
vi um mar de minas

foto: Alice Diniz

que seja flor de mandacaru
em nosso SerTão de águas



em que rio escorre teus desejos?
com quantos beijos matarei tua sede
quando te jogar na rede do meu mar de algas?

Artur Gomes 
FULINAÍMA MultiProjetos