terça-feira, 9 de janeiro de 2018

EntreDentes




Manguinhos

todo ano
o Oceano
amplo espaço
para o vento
o barco
o tempo

calmaria
temporal
e tempestades

no mar a alga
o sal
o peixe

abissal
entre os corais

em mim
tudo é mar
da foz ao cais

meu barco/corpo
flutua tuas marés
entre/navios

beber teu sal
pra re/nascer
de outra fonte

o infinito
é logo ali
do outro lado do horizonte

Artur Gomes



numa trilha de bike hoje pelo litoral percebi que o
amor é transe corporal muito além do mar de sal que me lambe as coxas entre a mata e o manguezal de Rio das Ostras

Gigi Mocidade





cabeça

ando me deliciando com a poesia de Adélia Prado onde o sagrado e o profano brincam de desencapar fios elétricos como pedras na carne e esporas ao vento Adélia tem medo de chuva de relâmpios casca de manga medo de certos bicho que não fala pra não ter que lavar sua boca com cinza.

Artur Gomes 

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